Eu mesmo em ações, amor ao vermelho e ao preto, mas acabei descobrindo um pouco de outras cores na minha vida. Cobiçando o nome e a imagem... nunca pensava duas vezes, ou então acabava pensando demais... querer mais um pequeno furo mas com vontade de mais um talho. Viver querendo o nada, escuro e profundo.
Ainda via um pouco de coragem em mim, o que restou do coração de um lobo, um lobo solitário.
Era tudo e o nada, amigos meus, do vento da manhã nasciam as palavras e das profundezas do pensar traçavam-se as linhas de tinta. Era uma pontada de inveja, eram coisas e mais coisas que a fumaça levou, era uma musica triste, era uma só lágrima, era um rio de desespero, era um abraço apertado, um beijo sufocado, era a compulsão do querer, era... era acima de tudo.... tentar...
.... esquecer o inesquecivel.
~Sangue de Lobo
terça-feira, 5 de julho de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Algum lugar entre o som e a palavra
A trilha de tijolos amarelos levava não só até o mundo fantástico dos delírios distantes de uma mente verdejante, de Lyman Frank Baum, mas também a um mundo harmônico e igualmente fantástico. O sintetizador gritava sons majestosos em uma viagem com o final marcado para os 43 minutos. A música encaixava como um coração novo nas cenas do clássico filme The Wizard of Oz, de 1939, num fenômeno conhecido por The Dark Side of the Rainbow.
E o que dizer da épica batalha nas planícies incendiadas que serviam de jardins à Cidade Murada ou o trajeto solitário do Mago Cinzento pela árida Terra Média, cenários recriados nos mais belos acordes já vistos na história da música? Tudo isso saindo de uma Gibson 12 cordas de outro mago, fazendo o que mais se aproxima da magia antiga nos tempos modernos... A música.
Alguns delírios infantis, criados e imortalizados por mentes adultas, são reinterpretados pelas notas sinuosas de espíritos eternamente jovens.
Esse é o lugar...
E o que dizer da épica batalha nas planícies incendiadas que serviam de jardins à Cidade Murada ou o trajeto solitário do Mago Cinzento pela árida Terra Média, cenários recriados nos mais belos acordes já vistos na história da música? Tudo isso saindo de uma Gibson 12 cordas de outro mago, fazendo o que mais se aproxima da magia antiga nos tempos modernos... A música.
Alguns delírios infantis, criados e imortalizados por mentes adultas, são reinterpretados pelas notas sinuosas de espíritos eternamente jovens.
Esse é o lugar...
sábado, 14 de agosto de 2010
Diário de Vida.
Os Momentos não tinham gosto.
Olhava para o fundo empoeirado da minha alma, não, nunca mais serei o mesmo.
As alegrias eram feitas de ébano.
Minha pena nada mais riscava, nem minhas linhas tortas nem palavras meigas.
Das boas companhias me afastava.
Pois me apegara demais às almas livres, mesmo sabendo que elas voavam alto.
Não mais sonhava.
Pois devorara minhas asas... Seguia sagrando, me arrastando pelas planícies devastadas, onde nem os pássaros cantavam mais.
Minhas expectativas viravam cinzas... Elas se espalhavam, choviam... E por dentro, eu chorava. Como se tudo fosse planejado desde o inicio só havia me restado uma triste rosa vermelha.
Da tristeza do olhar, lembrava das cartas amareladas e mentirosas, gotejadas de saudade. A saudade substituía minha sanidade, desprovida de julgamentos e promessas.
Minhas promessas quebradas, meus soluçosos devaneios, não sobraram mais do que abraços partidos. Cicatrizes abertas que para sempre sangram.
A vida dava voltas, mas sempre parava no mesmo lugar...
Guardava os desencantos naquele solitário caderno vermelho.
Olhava para o fundo empoeirado da minha alma, não, nunca mais serei o mesmo.
As alegrias eram feitas de ébano.
Minha pena nada mais riscava, nem minhas linhas tortas nem palavras meigas.
Das boas companhias me afastava.
Pois me apegara demais às almas livres, mesmo sabendo que elas voavam alto.
Não mais sonhava.
Pois devorara minhas asas... Seguia sagrando, me arrastando pelas planícies devastadas, onde nem os pássaros cantavam mais.
Minhas expectativas viravam cinzas... Elas se espalhavam, choviam... E por dentro, eu chorava. Como se tudo fosse planejado desde o inicio só havia me restado uma triste rosa vermelha.
Da tristeza do olhar, lembrava das cartas amareladas e mentirosas, gotejadas de saudade. A saudade substituía minha sanidade, desprovida de julgamentos e promessas.
Minhas promessas quebradas, meus soluçosos devaneios, não sobraram mais do que abraços partidos. Cicatrizes abertas que para sempre sangram.
A vida dava voltas, mas sempre parava no mesmo lugar...
Guardava os desencantos naquele solitário caderno vermelho.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Lua
No escuro desestrelado só a lua brilhava; o chacoalhar das altas arvores, o uivo dos filhos da noite... Só isso nas sombras da mata escura. Sentia-me acuado pela beleza do vazio, aquele vazio tão completo, o tempo parado naquele mar de silêncio quase acolhedor. Os vultos da noite traiam o olhar e macabro era o vento da solidão, falsa solidão, tinha eu a lua de amante.
Lá, de nada valia o conhecimento, nas profundezas do pensamento, só valia o instinto, que é claro sempre te abandona... e assim morria, a luz na sombra, só versos tortos mesclados com os lamentos dos lobos, tão amados quanto o ódio dos homens.
Lá, de nada valia o conhecimento, nas profundezas do pensamento, só valia o instinto, que é claro sempre te abandona... e assim morria, a luz na sombra, só versos tortos mesclados com os lamentos dos lobos, tão amados quanto o ódio dos homens.
terça-feira, 13 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Epilogo
As mordidas quase compulsivas no canto da boca já faziam um fino filete de sangue brotar... Era ele, doce, doce contradição, manchando as bordas de todos os copos. Manchava minhas cartas e minhas fotos, minhas lembranças e meus desejos. Tudo. Tudo vermelho. Mas não, não era isso eu queria, queria tudo pintado... Pintado de preto.
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